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Linhas de Pesquisa

Publicado: Quinta, 16 de Maio de 2019, 11h26 | Última atualização em Terça, 23 de Junho de 2020, 13h16 | Acessos: 1913
Linha de Pesquisa:
CULTURA E REPRESENTAÇÕES

 

Descrição:

Para além da perspectiva estruturalista, ainda que considerando os seus avanços, e evitando também a fragmentação infinita das ações humanas, o que impediria qualquer lógica interpretativa possível, a Linha de Pesquisa considera os sistemas culturais como índices estruturados que servem para os indivíduos e sociedades como depositários de referências. No contexto dos processos e agências, essas referências podem funcionar algumas vezes como grades invisíveis que os discursos de poder articulam. Através de hábitos, gestos e crenças, os corpos e os imaginários sociais tornam-se objetos de subjetividades impostas – isso pode tornar a tarefa de sua compreensão possível. Em contrapartida, os índices estruturados, apesar de poderem configurar-se em estruturantes em algumas condições históricas e sociais específicas, também são passíveis de sofrerem mudanças profundas e rupturas. Portanto, não é possível abrir mão do poder das agências e da imaginação criativa com que as sociedades humanas, ao longo do tempo, produzem sua história. O reconhecimento de que os historiadores também são produtores de textos e de que a narrativa é parte integrante da história permitiu, como atesta Paul Ricoeur, que os processos de produção do conhecimento histórico ganhassem um novo ímpeto. Essa importante constatação deve ser compreendida acompanhada da advertência de que cabe também aos novos procedimentos uma atenção cuidadosa em relação aos sentidos e propósitos das construções discursivas que são responsáveis pela produção de determinados enredos, sejam eles de cunho pessoal ou social. Um exame apurado sobre o modo como as histórias são narradas e a trama é criada assegura para o historiador Roger Chartier, por sua vez, o entendimento de como se elabora uma determinada representação desse passado. Sendo assim, caberia ao historiador cultivar uma abordagem em relação à história cultural que leve em consideração a tensão existente entre as noções de “prática” e “representação”. A atenção de Chartier volta-se, assim, para o modo como são produzidas as representações e identidades coletivas, o que, necessariamente, implica pensá-las a partir das contradições do mundo social, inclusive, as econômicas e políticas.


Linha de Pesquisa:
MIGRAÇÕES, TRABALHO E MOVIMENTOS SOCIAIS NA AMAZÔNIA

 

Descrição:

Delimitação espaço-temporal e/ou temática: A linha privilegia de forma articulada três dimensões do mundo social: Migração, Trabalho e Movimentos Sociais. As pesquisas e orientações desenvolvidas abarcam temas e problemas de investigação relativos à Amazônia e as suas múltiplas possibilidades de articulação e conexão com escalas locais, regionais e globais, que se estendem desde a segunda metade do século XIX até o tempo presente. Conceitos articuladores; Migração, trabalho e movimentos sociais são os conceitos que articulam as pesquisas da linha a partir da perspectiva da história social, permitindo analisar vivências populares e experiências de trabalhadores urbanos e rurais na produção de suas trajetórias. O conceito de migração, articulado ao de trabalho e movimentos sociais, aborda a natureza dos processos migratórios e suas articulações com a montagem de programas desenvolvimentistas e seus impactos sobre as populações tradicionais (índios, seringueiros, ribeirinhos, extratores, posseiros, camponeses, etc.), aqui entendidas como sujeitos sociais ativos que não apenas são submetidos a processos de dominação, mas que esboçam, a partir de valores próprios e modos de vida singulares, múltiplas formas de organização, mobilização e luta. Marcos teóricos. Os fundamentos teóricos e epistemológicos que orientam as pesquisas estão articulados às perspectivas da historiografia social inglesa, com destaque para autores como Raymond Williams, Raphael Samuel, Edward Thompson em diálogo com as reflexões dos estudos decoloniais de Aníbal Quijano e de interseccionalidades de Bell Hoks. O conceito trabalho articula-se ao conceito migração na obra de Abdelmalek Sayad para pensar as dinâmicas que se dão em diferentes escalas e temporalidades e permitem analisar os processos de construção de identidades coletivas que se objetivam em movimentos sociais, como problematizado na obra de Pierre Bourdieu.


Linha de Pesquisa:
POLÍTICAS, INSTITUIÇÕES E PRÁTICAS SOCIAIS

 

Descrição:

A Linha de Pesquisa III: Políticas, Instituições e Práticas Sociais reúne orientações historiográficas diversas, habilitando-se a abrigar amplo espectro de problemáticas e objetos de pesquisa, valorizando a diversidade dos sujeitos históricos e a diversidade temática, espacial e geográfica. Como o nome diz, congrega estudos principalmente a partir dos eixos da política (poder, gênero), das instituições (religião, ciência, arte, técnica) e das práticas sociais (memórias, representações, relações inter-étnicas). Destarte, as abordagens investigativas acerca das relações de poder se ancoram na nova história política; práticas sociais e manifestações das mais diversas naturezas são compreendidas para além de seu sentido estrito e internalista; e o vasto campo da cultura é observado tanto sob os aspectos intrínsecos à sua produção como na interação entre suas representações e o mundo material.

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